Centro Unesco de Beja leva ao público uma exposição que revela o artesanato tradicional, apresentando as técnicas dos mestres daquela região
Centro Unesco de Beja leva ao público uma exposição que revela o artesanato tradicional, apresentando as técnicas dos mestres daquela regiãoO Centro UNESCO para a Salvaguarda do Património Imaterial, em Beja, acolhe até 1 de outubro a exposição articulações, da autoria de Eduardo Freitas. Na anatomia, a articulação é uma conexão natural entre os ossos que permite o movimento do corpo. Foi a partir deste conceito que o artista Eduardo Freitas deu corpo aos seus trabalhos de criação nesta exposição, explicam os serviços de comunicação do município que acolhe a iniciativa.
Nesta exposição, o seu autor propõe uma articulação entre a arte contemporânea e o artesanato tradicional, criando uma ligação entre as suas técnicas e as dos mestres daquela região. Para que tal fosse possível, foram explorados saberes advindos da olaria, a cerâmica, o desenho, a arte sonora, a gastronomia, linguagens que foram associadas aos elementos da cultura local, como as expressões populares, a memória, o património imaterial e, sobretudo, as relações interpessoais com a comunidade bejense.
Para concretizar este trabalho, Eduardo Freitas visitou vários locais do alentejo, como por exemplo, Beja, Évora, Vila Viçosa, Sines, Montemor-o-Novo e Beringel. Essa circulação pelos caminhos da região foi pensada em instalações artísticas que remetem ao sistema circulatório humano. Na sua visão, as estradas e ruas são artérias e veias que transportam o corpo para as vivências do “coração”, acrescentam os serviços de comunicação do município de Beja.
a mostra está de portas abertas ao público desde as 18h30 da última sexta-feira, 23 de agosto. a exposição integra-se no projeto 1234REDES. CON resultante de uma colaboração entre sete instituições de Espanha e de Portugal, e co-financiada pelo FEDER através do programa INTERREG V- a Espanha-Portugal (POCTEP) 2014-2020.