No dia em que se recorda o tráfico de escravos, a diretora-geral da UNESCO lembra que as «formas atuais de escravidão» continuam a afetar a vida de «milhões de pessoas», sobretudo mulheres e crianças
No dia em que se recorda o tráfico de escravos, a diretora-geral da UNESCO lembra que as «formas atuais de escravidão» continuam a afetar a vida de «milhões de pessoas», sobretudo mulheres e criançasO Dia Internacional para a Memória do Tráfico de Escravos e sua abolição é assinalado esta sexta-feira, 23 de agosto. Numa mensagem dedicada à data, audrey azoulay, diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), refere que a efeméride assinala a luta contra todas as formas atuais de escravidão, que continuam a afetar milhões de pessoas, particularmente mulheres e crianças.
a responsável destaca que a luta contra o tráfico e escravidão é universal e continua. a diretora-geral do organismo das Nações Unidas destaca que nesta data se honra a memória dos homens e mulheres que se revoltaram e abriram caminho para o fim da escravidão e da desumanização. Honramos a memória deles e de todas as outras vítimas da escravidão, refere a responsável, na mesma mensagem.
audrey azoulay acredita que para extrair lições desta história, é preciso despir o sistema, desconstruir os mecanismos retóricos e pseudo-Círculo utilizados para justificá-lo e recusar aceitar qualquer concessão ou apologia que constitua um compromisso. Para a responsável, essa lucidez é o requisito fundamental para a reconciliação da memória.