além das mortes, o recurso a crianças para grupos armados subiu para o dobro, em comparação com igual período do ano passado
além das mortes, o recurso a crianças para grupos armados subiu para o dobro, em comparação com igual período do ano passadoMais de 150 crianças foram mortas no primeiro semestre deste ano, e 75 menores de idade ficaram feridos, devido a ataques violentos no Mali, refere o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Segundo a agência das Nações Unidas, ao longo deste ano tem-se verificado um acréscimo acentuado de violações graves perpetradas contra crianças, de que são exemplo as mutilações e as mortes.
O recrutamento e o uso de crianças em grupos armados subiu para o dobro, em comparação com o mesmo período de 2018, indica a UNICEF através de um comunicado emitido esta semana em Nova Iorque (Estados Unidos da américa), cidade sede da ONU. Segundo o documento, calcula-se que mais de 900 escolas permaneçam encerradas devido à insegurança no país.
À medida que a violênciacontinua a alastrar-se no Mali, as crianças correm cada vez mais riscos de morte, mutilação e recrutamento para grupos armados, alerta Henrietta Fore, diretora executiva da UNICEF. a responsável lembra que o sofrimento dos menores não deve ser aceite como um novo normal.
Todas as partes devem parar os ataques a crianças e tomar todas as medidas necessárias para mantê-las fora de perigo, em linha com os direitos humanos e as leis humanitárias internacionais, frisa a responsável. Henrietta Fore lembra que as crianças deviam estar a frequentar a escola e a brincar com os seus amigos, e não estar preocupadas com ataques ou a ser forçadas a lutar.
Segundo Lucia Elmi, representante da UNICEF no Mali, as carências das crianças mais vulneráveis no país são tremendas. a responsável alerta para a necessidade de mais apoio para fornecer serviços de proteção que são críticos para as crianças que mais precisam. Em todo o país da África Ocidental,estima-se que mais de 377 mil crianças necessitem de proteção. O objetivo da UNICEF é prestar apoio psicossocial a mais de 92 mil crianças prejudicadas por conflitos este ano.