Organização já ajudou este ano duas centenas de mulheres a regressarem a Madagáscar. Muitas tinham sido enviadas para a China com «falsos empregos» legais, onde foram obrigadas a trabalhos forçados ou vendidas como esposas
Organização já ajudou este ano duas centenas de mulheres a regressarem a Madagáscar. Muitas tinham sido enviadas para a China com «falsos empregos» legais, onde foram obrigadas a trabalhos forçados ou vendidas como esposas Nos primeiros seis meses deste ano, 200 mulheres vítimas de tráfico humano, foram ajudadas pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) a regressar ao seu país de origem: Madagáscar. Todas partilhavam de um sentimento de esperança, mas o futuro pode continuar sombrio para algumas, devido ao flagelo do tráfico de seres humanos na região. Os dados recolhidos pela OIM e pelos seus parceiros indicam que as mulheres em Madagáscar são especialmente vulneráveis e acabam por ser vítimas de exploração sexual e de trabalho forçado no setor doméstico, tanto dentro do país como no exterior. Das muitas vítimas repatriadas, verificou-se que haviam sido enviadas com falsos empregos legais para a China, onde foram exploradas ou vendidas como esposas. a agência da ONU trabalha em conjunto com governos, outras agências das Nações Unidas, organizações governamentais e não governamentais, setor privado e parceiros de desenvolvimento, nas respostas contra o tráfico humano. Desde meados da década de 1990, garantiu proteção e assistência a cerca de 100 mil homens, mulheres e crianças que foram vítimas de tráfico, exploração sexual ou laboral, escravatura ou comércio de órgãos.