Cerca de 1,3 mil milhões de toneladas da alimentação que se produz anualmente para consumo humano são perdidas ou desperdiçadas. Desde 1970, este valor aumentou cerca de 40 por cento
Cerca de 1,3 mil milhões de toneladas da alimentação que se produz anualmente para consumo humano são perdidas ou desperdiçadas. Desde 1970, este valor aumentou cerca de 40 por cento O desperdício alimentar, um fenómeno que atinge tanto os países pobres como os mais desenvolvidos, vai estar no centro do debate num encontro do grupo internacional de especialistas da ONU sobre alterações climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que tem início esta sexta-feira, 2 de agosto, em Genebra, na Suíça. Um relatório do IPCC, divulgado antes da reunião, revela que entre 25 a 30 por cento da alimentação produzida todos os anos para consumo humano, o equivalente a 1,3 mil milhões de toneladas, são perdidas ou desperdiçadas. Esta taxa aumentou cerca de 40 por cento, em relação a 1970, e representa uma perda anual de quase um bilião de dólares. O desperdício de alimentos, de acordo com o documento, varia de país para país, de continente para continente. Os consumidores dos países ricos, por exemplo, atiram para o lixo 222 milhões de toneladas de alimentos por ano, um valor quase equivalente a toda a produção da África subsariana – 230 milhões de toneladas. as causas do fenómeno também variam em função do grau de desenvolvimento dos países. Nos países em desenvolvimento, 40 por cento das perdas ocorrem depois da colheita. Nos industrializados, cerca de 40 por cento do desperdício ocorre na fase de venda ou a nível dos consumidores. No sul, tem muito que ver com as dificuldades no transporte e a conservação dos alimentos, pois a comida é produzida nas povoações e não pode chegar em boas condições aos mercados. No norte, as perdas são mais importantes nos supermercados, que tiram as verduras pela forma, tamanho ou porque não são suficientemente bonitas, explica Teresa anderson, da organização não governamental actionaid.