Novo Plano de ação para a integração de pessoas em situação de sem-abrigo tem reforço de financiamento e de medidas na área das respostas habitacionais e de institucionalização
Novo Plano de ação para a integração de pessoas em situação de sem-abrigo tem reforço de financiamento e de medidas na área das respostas habitacionais e de institucionalização O governo português aprovou recentemente o novo Plano de ação 2019-2020 para integração de pessoas sem-abrigo, o qual prevê um reforço de investimento financeiro e das medidas com resultados comprovados. a verba a disponibilizar será de 130 milhões de euros, mais do dobro do investido no início do programa, há dois anos. Este reforço financeiro tem como objetivo melhorar as respostas habitacionais, de institucionalização ou de atendimento e também ao nível da formação profissional, explicou a secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim, adiantando que há também uma componente muito forte de saúde ou de necessidade de medidas na área da saúde, em particular na área da saúde mental ou das dependências. Outra área que vai ser reforçada é a componente da prevenção. Em 2018 foi realizado um inquérito para identificar as pessoas que estavam na rua em situação de sem-abrigo, onde foi possível perceber que era necessário aprofundar a identificação das pessoas em risco de perderem as suas habitações, que claramente são riscos muito fortes que podem conduzir a uma situação de sem-abrigo. a Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem-abrigo 2017-2023 (ENIPSS a 2017-2023) prevê três eixos de intervenção, que visam a promoção do conhecimento do fenómeno das pessoas em situação de sem-abrigo, informação, sensibilização e educação, o reforço de uma intervenção promotora da integração, bem como a coordenação, monitorização e avaliação. O modelo de intervenção definido assenta numa premissa de rentabilização de recursos humanos e financeiros, bem como da necessidade de evitar a duplicação de respostas e qualificar a intervenção ao nível da prevenção das situações de sem-abrigo e do acompanhamento junto dos utentes, centrando-se no indivíduo, na família e na comunidade.