polícia Federal brasileira enviou uma equipa de investigadores para a floresta para apurarem os contornos do assassinato de um líder indígena e as denúncias de uma invasão de uma aldeia remota por garimpeiros armados
polícia Federal brasileira enviou uma equipa de investigadores para a floresta para apurarem os contornos do assassinato de um líder indígena e as denúncias de uma invasão de uma aldeia remota por garimpeiros armados O Conselho das aldeias Wajãpi denunciaram o assassinato de um líder indígena e a invasão de um aldeia isolada por garimpeiros fortemente armados, no estado do amapá, na amazónia brasileira. a Polícia Federal já enviou uma equipa para o local para investigar as denúncias e controlar possíveis confrontos entre indígenas e invasores. O corpo do cacique foi encontrado a semana passada num rio. Embora o assassinato não tenha sido presenciado, os indígenas dizem ter detectato rastos e outros sinais de que a morte foi causada por pessoas não indígenas e de forma violenta. Dias depois, cerca de 50 garimpeiros invadiram a aldeia wajãpi Yvytotõ, obrigando os moradores a fugirem para uma aldeia vizinha. após começarem a circular notícias sobre o ataque, este fim de semana, foram enviados investigadores da Polícia Federal para a região, situada a quase 300 quilómetros da capital, Macapá, informou o Ministério Público Federal (MPF) do amapá. a Fundação Nacional do Índio (FUNaI) também está presente no local, para acompanhar o trabalho policial. Os wajãpi vivem nas profundezas da floresta amazónica, numa região rica em ouro, magnésio, ferro e cobre, onde as comunicações são difíceis. a terra que ocupam é uma das centenas de territórios indígenas demarcados no Brasil desde os anos 1980 para o uso exclusivo de seus habitantes. No entanto, quer os wajãpi, quer outros povos indígenas brasileiros têm enfrentado há tempos a pressão de garimpeiros, pecuaristas e madeireiros, e as ameaças têm vindo a intensificar-se sob a gestão do Presidente Jair Bolsonaro, que assumiu o poder em janeiro e prometeu abrir a floresta amazónica à exploração de minério, recordam os ativistas.