ao contrário das anteriores previsões, é cada vez maior o consenso entre especialistas de que o final do próximo ano será a data limite para a meta de aumento da temperatura global seja mantida
ao contrário das anteriores previsões, é cada vez maior o consenso entre especialistas de que o final do próximo ano será a data limite para a meta de aumento da temperatura global seja mantidaO ano passado, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) tinha informado que, para manter o aumento das temperaturas médias globais abaixo de 1,5 graus centígrados até o final deste século, as emissões de dióxido de carbono teriam que ser reduzidas em 45 por cento até 2030. Mas agora, há um consenso crescente entre os especialistas de que os próximos 18 meses serão cruciais para lidar com a crise do aquecimento global e das alterações climáticas. a matemática do clima é brutalmente clara: embora o mundo não possa ser curado nos próximos anos, pode ser fatalmente ferido por negligência até 2020, afirma Hans Joachim Schellnhuber, fundador e atual diretor emérito do Instituto Potsdam de Pesquisas sobre o Impacto Climático, e um dos principais cientistas do clima do mundo. Segundo o relatório do IPPC, divulgado em 2018, estimava-se que as emissões globais de dióxido de carbono tinham que atingir o seu pico em 2020, para viabilizar o objetivo do teto de aumento de 1,5 graus, até ao final do século. Mas os planos atuais parecem não ser suficientemente fortes para manter as temperaturas abaixo do chamado limite seguro. Ou seja, neste momento caminha-se para três graus de aquecimento até 2100.como os países por norma planeiam os seus programas de redução com prazos de cinco e 10 anos, para se atingir a meta de corte de carbono de 45 por cento até 2030, os planos têm que estar em cima da mesa até final de 2020, defendem os cientistas.