Maioria das condutas do sistema de abastecimento de água foram destruídas e algumas regiões ocidentais estão a ficar sem água potável. Grupos rebeldes usam as infraestruturas hídricas como moeda de troca
Maioria das condutas do sistema de abastecimento de água foram destruídas e algumas regiões ocidentais estão a ficar sem água potável. Grupos rebeldes usam as infraestruturas hídricas como moeda de troca
Rica em petróleo, a Líbia já foi um dos países mais ricos de África, mas a intervenção militar internacional que levou à destituição de Muammar Kadhafi e a guerra civil que lhe sucedeu fizeram mergulhar o país num caos, que está a deixar grande parte da população em risco de ficar sem água potável. Das 149 condutas do sistema de abastecimento de água, 101 foram destruídas na sequência da crise política e social que fustiga o país, e alguns grupos rebeldes, em particular o Exército Nacional (LNa), têm utilizado a rede de condutas para fazer exigências, colocando em perigo a população. a Líbia é composta praticamente por deserto árido, pelo que, na década de 1980, ainda com Kadhafi no poder, foi construído um avançado sistema de condutas conhecido como o Grande Rio artificial da Líbia, que levou água potável a mais de 70 por cento da população. Porém, nos últimos tempos, a rede tem sido destruída. além dos grupos armados que usam o sistema como moeda de troca para defender os seus interesses, há pessoas a desmontar peças dos poços de captação e distribuição para vender o cobre. Segundo Mostafa Omar, porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para a Líbia, estima-se que, no futuro, cerca de quatro milhões de pessoas possam ver-se privadas do acesso a água potável.