Milhares de venezuelanos continuam a deixar o país todos os dias, entre eles muitas mulheres grávidas que não têm atendimento pré-natal adequado e não querem colocar em risco a vida dos seus filhos
Milhares de venezuelanos continuam a deixar o país todos os dias, entre eles muitas mulheres grávidas que não têm atendimento pré-natal adequado e não querem colocar em risco a vida dos seus filhos as dificuldades que os hospitais da Venezuela vêm enfrentando nos últimos anos, com escassez de pessoal e medicamentos, além dos constantes cortes de eletricidade, estão a fazer aumentar os índices de mortalidade infantil e a levar milhares de mulheres grávidas a deixar o país, numa tentativa de evitarem riscos para a vida dos seus filhos. Segundo dados oficiais do governo, entre 205 e 2016, as mortes maternas subiram 65 por cento no país, enquanto a mortalidade infantil, após seis dias de nascimento, terá registado um aumento de 53 por cento. Para garantir a assistência pré-natal, muitas grávidas estão a procurar ajuda nos países vizinhos. Roxibel Pulido, de 29 anos, foi uma das que partiu para a Colômbia, depois de saber que o hospital mais próximo do seu bairro, na cidade de Maracaibo, havia sido fechado, devido a uma suspeita que três recém-nascidos haviam morrido devido à falta de um gerador. Grávida de três meses, pegou nos seus dois filhos menores, e partiu para a cidade colombiana de Maicao, próximo da fronteira norte com a Venezuela. Passou dois meses na rua, até encontrar segurança no novo centro de acolhimento do alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR), que abriga temporariamente até 350 pessoas vulneráveis da Venezuela, a maioria mulheres e crianças. a preocupação atual de Roxibel é a de não conseguir registar seu bebé na Colômbia para obter documentação de identidade adequada. a maioria dos venezuelanos não consegue registar as crianças nascidas no país como cidadãos venezuelanos porque não têm a documentação necessária e os serviços consulares não estão disponíveis no momento. Segundo a coordenadora de Ginecologia e Obstetrícia do hospital público San Jose, Zela Cuello, mais de mil mulheres venezuelanas foram atendidas no local no primeiro trimestre de 2019. a representante disse que a equipe dá atenção preferencial e integral a todas as mulheres grávidas, sem distinção de nacionalidade.