No primeiro semestre deste ano os grupos armados sequestraram 27 tripulantes. autoridades preocupadas também com a imigração ilegal e a pesca não regulada na região
No primeiro semestre deste ano os grupos armados sequestraram 27 tripulantes. autoridades preocupadas também com a imigração ilegal e a pesca não regulada na região a Comissão do Golfo da Guiné (CGG) registou 78 incidentes de pirataria e ataques armados contra navios naquela região, no primeiro semestre deste ano. a Nigéria, Togo, Benin e Camarões são os países mais afetados, não só pelos ataques, mas também pela imigração ilegal, a pesca não regulada e a poluição. Os piratas armados nessas áreas de alto riso [do Golfo da Guiné] sequestraram 27 tripulantes no primeiro semestre de 2019 e 25 no mesmo período de 2018, revelou Florentine Ukonga, secretária executiva da CGG, apelando aos Estados-membros o reforço da cooperação para aproveitar as oportunidades que foram desperdiçadas ao não se assegurar esta região. Já o secretário executivo-adjunto da Comissão, Gilberto Veríssimo, referiu a necessidade de se trabalhar numa estratégia marítima integrada: Quanto se fala em estratégia marítima pensa-se sempre em segurança, mas é mais do que segurança, e é por isso que estamos a fazer uso do termo de integração, porque a questão relacionada com o ambiente também deve ser considerada. Em relação à poluição marinha, outro dos problemas que afeta a região devido à falta de controlo da sua costa, Veríssimo apontou o dedo a muita gente de outras regiões que despeja os dejetos tóxicos para o Golfo da Guiné. Isto afeta a segurança, porque começa a haver menos peixes, e quando há menos peixe os pescadores não conseguem fazer a sua atividade e facilmente se tornam mobilizáveis para outras atividades como a pirataria marítima, que não vai buscar gente de outros sítios. É a nossa gente que é utilizada para fazer a pirataria marítima, alertou.