Chefe do Estado-Maior General das Forças armadas admite que as forças de paz disponibilizadas por Portugal para integrarem a missão da ONU podem ficar no terreno, pelo menos até 2021
Chefe do Estado-Maior General das Forças armadas admite que as forças de paz disponibilizadas por Portugal para integrarem a missão da ONU podem ficar no terreno, pelo menos até 2021 O almirante antónio Silva Ribeiro, Chefe do Estado-Maior General das Forças armadas, participou recentemente num encontro de chefias militares em Nova Iorque, Estados Unidos da américa, e admitiu, em entrevista à ONU News, que as forças de paz portuguesas poderão manter-se na República Centro-africana (RCa), pelo menos por mais dois anos. Nós estamos a planear já o ano de 2020, e tudo indica que a missão vai continuar. Não há nenhum fator de planeamento que, a nível militar, estejamos a considerar para alterar a situação. O compromisso político português relativamente à República Centro-africana e às Nações Unidas tem sido muito evidenciado pelas autoridades políticas portuguesas. E, portanto, aquilo que nós, as autoridades portuguesas, fazemos é preparar os empenhamentos para 2021 onde a missão na República Centro-africana está a ser considerada dentro daquilo que tem sido o nível de esforço que Portugal tem apresentado ultimamente, afirmou o oficial. Portugal integra a missão da ONU na RC a (MINUSCa) com um contingente de 176 militares, que atuam com uma Força de Reação Rápida. Segundo Silva Ribeiro, os operacionais têm com missão intervir nas situações de perturbação da segurança, enfrentando por isso situações de combate direto, com grande intensidade e de elevado risco.