Ministro da Saúde da República Democrática do Congo demitiu-se depois do Presidente ter assumido a supervisão do combate à epidemia. a doença já causou a morte a mais de 1. 700 pessoas
Ministro da Saúde da República Democrática do Congo demitiu-se depois do Presidente ter assumido a supervisão do combate à epidemia. a doença já causou a morte a mais de 1. 700 pessoas O ministro da Saúde da República Democrática do Congo (RDC), Oly Ilunga, apresentou o pedido de demissão após o Presidente, Félix Tshisekedi, ter chamado a si a responsabilidade de supervisão do combate à epidemia de ébola que alastra no país desde agosto do ano passado. Na carta de demissão, o ministro comparou a resposta ao vírus a uma guerra, defendeu que as linhas de comando devem estar claramente identificadas e definidas, e afirmou que não faz muito sentido haver mais um centro de decisão, sob o risco de criar confusão que pode ser prejudicial ao combate. O atual surto de ébola foi declarado em agosto de 2018. Desde então, já morreram 1. 737 pessoas com a doença, o que levou a Organização Mundial de Saúde (OMS) a declarar a epidemia como emergência de saúde pública de interesse internacional. a Direção-Geral da Saúde portuguesa desaconselha as viagens à República Democrática do Congo e sugere, nos casos de viagem indispensável, que se lave e descasque fruta e vegetais antes de consumir, e que se evite carne de caça. Este surto, o segundo mais mortífero na história, é apenas ultrapassado pela epidemia que entre 2014 e 2016 atingiu a África Ocidental e que matou mais de 11. 300 pessoas, recorda a agência Lusa.