União Europeia pediu às autoridades israelitas que cessem de imediato com os trabalhos, classificando as demolições de «ilegais». Medida deve abranger uma dezena de imóveis
União Europeia pediu às autoridades israelitas que cessem de imediato com os trabalhos, classificando as demolições de «ilegais». Medida deve abranger uma dezena de imóveis Os serviços israelitas iniciaram esta segunda-feira, 22 de julho, a demolição de habitações palestinianas consideradas ilegais a sul de Jerusalém, junto à barreira de separação que isola Cidade Santa da Cisjordânia, numa operação que preocupa as Nações Unidas e já mereceu a reprovação da comunidade internacional. Numa primeira reação, a União Europeia (UE), que nunca reconheceu a anexação de territórios palestinianos por parte de Israel, pediu às autoridades israelitas que parem imediatamente com as demolições, que qualificou de ilegais. O governo de Israel alega que os urbanística foram construídos muito próximo da barreira de separação que começou a construir em 2002, durante a violência da segunda Intifada (levantamento palestiniano), para proteger o seu território de ataques provenientes da Cisjordânia ocupada. Já os palestinianos acusam o governo israelita de usar como pretexto a segurança para obrigá-los a abandonar a zona e aumentar os assentamentos israelitas. Por outro lado, denunciam o que consideram ser uma violação de todos os acordos firmados com Israel. Primeiro Israel ocupa militarmente as terras, depois constrói esse horrível muro do “apartheid”, e em seguida decide demolir as casas palestinianas, construídas em terras palestinianas com autorizações legais, devido à sua proximidade com o muro, contestou a dirigente palestiniana, Hanan ashrawi. Segundo o Gabinete de Coordenação de assuntos Humanitários das Nações Unidas, a operação afeta uma dezena de urbanística, alguns deles em construção, com cerca de 70 apartamentos. Cerca de 350 pessoas serão atingidas. O deslocamento, principalmente dos mais vulneráveis, é traumático e tem consequências duradouras, advertiu a ONU antes das demolições.