Mais de mil portugueses partem em missão em 2019. Entre eles está um casal que rumará a Moçambique com os seus quatro filhos, um deles com trissomia 21
Mais de mil portugueses partem em missão em 2019. Entre eles está um casal que rumará a Moçambique com os seus quatro filhos, um deles com trissomia 21Este ano, são 1059 os portugueses que fazem voluntariado missionário, um aumento em relação ao último ano, mas com uma descida no número de missões com duração igual ou maior que seis meses, indicam os dados estatísticos da Rede de Voluntariado Missionário coordenada pela Fundação Fé e Cooperação (FEC). Em Portugal realizam atividades de voluntariado/missão 623 jovens e adultos. Em países em desenvolvimento, são 368 os voluntários, sendo que 82 deles vão repetir a experiência, representando 22 por cento do universo das partidas.
São Tomé e Príncipe vai receber 80 voluntários, Moçambique 63, para angola partem 55, a Guiné-Bissau recebe 53, Cabo Verde conta com 44 missionários, Brasil e Portugal acolhem 22 voluntários cada, a Tanzânia acolhe seis portugueses, a Zâmbia cinco, Espanha e Equador recebem quatro voluntários cada, África do Sul, Marrocos e Etiópia acolhem dois missionários cada e Timor-Leste recebe um português.
O ano de 2019 está a ser também marcado por uma nova tendência: agregados familiares que partem em missão para fora de Portugal. O casal Joana e Miguel Morais rumará para Moçambique com os seus quatro filhos, de cinco, nove, 12 e 15 anos, sendo que a filha mais nova tem trissomia 21. Os pais desejam dispor-se ao serviço dos que mais precisam, colocando este gesto na vida dos mais pequenos.
Os missionários têm idades compreendidas entre os 18 e os 50 anos. Dezasseis deles deixam o emprego, e 17 pedem uma licença sem vencimento para rumar para países em desenvolvimento. Por sua vez, 27 reformados decidem dedicar o seu tempo a experiências de voluntariado missionário, representando um total de sete por cento no universo do número de partidas.
Uma vez no terreno, estas pessoas dedicam-se à agricultura, animação sociocultural, construção de infraestruturas, educação e formação, pastoral, saúde, dinamização comunitária, entre outras necessidades sentidas no decorrer dos projetos. a educação e a formação continuam a ser o principal enfoque dos voluntários, estando um total de 35 por cento de entidades envolvidas nestes projetos. Depois da educação, vem o trabalho pastoral, a animação sociocultural e a saúde representando um total de 22, 19 e 16 por cento, respetivamente, do trabalho levado a cabo.
À semelhança dos anos anteriores, o principal foco do trabalho dos voluntários e das organizações continuam a ser crianças e jovens. a desenvolver os seus projetos com crianças e jovens, estão 50 por cento das entidades – 16 por cento com famílias, 12 por cento com mulheres, nove por cento com idosos e seis por cento com professores, revelam os dados da Fundação Fé e Cooperação.
Os números da FEC são o resultado de um questionário realizado a 61 organismos com diversos estatutos, inseridos na Rede de Voluntariado Missionário coordenada pela FEC. Dos 61 organismos questionados deram resposta 37, menos quatro do que no ano anterior. a Fundação Fé e Cooperação destaca que nos últimos 20 anos Portugal correspondeu com 7232 respostas positivas no que respeita ao voluntariado missionário realizado nos países em desenvolvimento.