Milhares de menores que fugiram com os pais da crise social e Política na Nicarágua puderam regressar às aulas, graças à abertura das escolas das cidades fronteiriças da Costa Rica
Milhares de menores que fugiram com os pais da crise social e Política na Nicarágua puderam regressar às aulas, graças à abertura das escolas das cidades fronteiriças da Costa Rica a generosidade demonstrada pela Costa Rica encarna o espírito do Pacto Mundial para os Refugiados. Estes esforços demonstram que a solidariedade pode implementar-se e servir de inspiração para todos nós, afirmou esta semana o representante do alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR) na Costa Rica, em reação ao acolhimento de milhares de menores fugidos da Nicarágua, nas escolas costa-riquenhas. Segundo Milton Moreno, o ano passado, cerca de 75 mil pessoas fugiram da crise social e política na Nicarágua e muitas delas, dirigiram-se para a Costa Rica pela sua proximidade. Em resposta a esta afluência massiva, as escolas do norte do país começaram a simplificar os requisitos de acesso para permitir a entrada aos menores nicaraguenses, mesmo aos indocumentados, possibilitando assim que as crianças regressassem às aulas, após longos períodos sem estudar. O aCNUR está a apoiar as escolas e comunidades com donativos, mobiliário e utensílios escolares. Enquanto isto, o clima de tensão mantém-se na Nicarágua, onde as comunidades católicas celebraram recentemente o primeiro aniversário da morte violenta de um grupo de manifestantes, em Jinotepe, Diriamba e Carazo. De acordo com testemunhos recolhidos pela agência Fides, as forças policiais montaram um dispositivo musculado para limitar as expressões populares em memória das vítimas.