Pacto entre instituições sociais e o Estado prevê uma comparticipação de 1,5 mil milhões de euros para 2019/2020. União das Misericórdias admite que aumento da verba poderá servir para melhorar os salários dos trabalhadores
Pacto entre instituições sociais e o Estado prevê uma comparticipação de 1,5 mil milhões de euros para 2019/2020. União das Misericórdias admite que aumento da verba poderá servir para melhorar os salários dos trabalhadores O setor social e o Estado assinam esta quinta-feira, 11 de julho, um novo acordo social, que prevê uma comparticipação de 1,5 mil milhões de euros em 2019/2020, o que significa um aumento de 3,5 por cento em relação ao anterior acordo de cooperação, revelou a secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim. Segundo a governante, esta verba vai beneficiar mais de 450 mil utentes, das mais de 14 mil respostas sociais espalhadas pelo país, e poderá servir para aumentar os salários dos trabalhadores das instituições de solidariedade social. Os encargos salariais têm, como na generalidade das empresas, um peso muito relevante e, portanto, admito que a atualização possa ser um fator que permita às instituições fazerem face à questão salarial e de atualização, disse Cládia Joaquim, em declarações à agência Lusa. Para o presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos, o facto do acordo de cooperação trazer um aumento significativo das verbas transferidas pela Segurança Social, pode efetivamente vir a servir para melhorar os salários dos trabalhadores, uma vez que há um problema gravíssimo na contratação de profissionais. No âmbito do novo pacto, e de acordo com a secretária de Estado, nas candidaturas para celebração de acordos de cooperação é dada prioridade aos concelhos onde existe menos taxa de cobertura, uma vez que isso pode ser indicador de maiores dificuldades nas instituições ou que as próprias famílias possam estar obrigadas a comparticipações mais elevadas. Por outro lado, serão criadas equipas de apoio e de suporte técnico às instituições, uma medida nova e inovadora, que tem como objetivo identificar possíveis casos de risco de desequilíbrio financeiro.