Novo mercado é formado por 54 países africanos e envolve cerca de 1,2 biliões de pessoas, para um Produto Interno Bruto acumulado de mais de 2,5 triliões de dólares
Novo mercado é formado por 54 países africanos e envolve cerca de 1,2 biliões de pessoas, para um Produto Interno Bruto acumulado de mais de 2,5 triliões de dólares Os países da União africana (Ua) anunciaram este fim de semana a criação da Zona de Livre-Comércio Continental africana (ZLEC), que envolve 54 dos 55 países africanos (a Eritreia não assinou o acordo) e abrange cerca de 1,2 biliões de pessoas. O novo espaço comercial deverá entrar em funcionamento em 2020. É um sonho antigo que se torna realidade, assinalou o presidente da Comissão da Ua, Mussa Mahamat, destacando que a ZLEC se vai tornar no grande espaço comercial do mundo, pois abrange uma região com um Produto Interno Bruto (PIB) acumulado de mais de 2,5 triliões de dólares. Os membros da U a estimam que o projeto permitirá aumentar em cerca de 60 por cento o comércio dentro do continente africano até 2022 e atrairá mais investidores. Mas os críticos do acordo, principalmente os sindicatos, temem que o mesmo fomente as importações em massa, matando a indústria local e gerando desemprego. O caminho ainda é longo, comentou, por sua vez, o Presidente egípcio, abdel al-Sisi, referindo-se às duras negociações para a aplicação progressiva da ZLEC. as discussões envolvem, por exemplo, o calendário da redução das tarifas alfandegárias e a velocidade em que serão reduzidas, mas também a questão dos bens importados de fora da Ua, informou uma fonte diplomática, citada pelas agências internacionais.