Responsável pela área dos Direitos Humanos exorta o governo de Nicolás Maduro a tomar medidas imediatas para acabar com as transgressões de direitos económicos, sociais, civis e políticos no país
Responsável pela área dos Direitos Humanos exorta o governo de Nicolás Maduro a tomar medidas imediatas para acabar com as transgressões de direitos económicos, sociais, civis e políticos no país a alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, publicou esta quinta-feira, 4 de julho, um relatório sobre a situação da Venezuela, onde acusa o governo de Nicolás Maduro de ter posto em marcha uma estratégia para neutralizar, reprimir e criminalizar a oposição política e a quem criticar o governo. a responsável pede medidas imediatas para travar e remediar as transgressões graves de direitos económicos, sociais, civis, políticos e culturais detetadas no país e avisa, que se a situação não melhorar, vai continuar o êxodo sem precedentes de emigrantes e refugiados que abandonam o território e a vida de que fica vai continuar a piorar. Bachelet, visitou a Venezuela de 19 a 21 de junho e manteve encontros com uma vasta gama de figuras políticas, desde o Presidente Nicolás Maduro e outros altos funcionários do governo, até ao presidente da assembleia Nacional (auto-proclamado Presidente), assim como membros da sociedade civil, empresários, professores, vítimas e seus familiares, onde recolheu informação para o relatório. Espero sinceramente que as autoridades examinem com profundidade toda a informação contida neste documento e aplique as suas recomendações. Todos deveríamos estar de acordo que todos os venezuelanos merecem uma vida melhor, sem medo e com acesso aos alimentos, à água, a atenção médica e a habitação adequada, assim como a outras necessidades básicas, salientou a alta comissária. O autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, já reagiu à divulgação do relatório, que denunciou mais de 5. 000 mortes em operações de segurança. É uma conquista, é produto do sacrifício e trabalho de muitas ONG, vítimas, familiares, líderes e deputados que fizeram de tudo para tornar visíveis os abusos de um regime corrupto e assassino, declarou.