Luta pela terra e pelo acesso à água gera violência entre pastores e agricultores. Conflito tem vindo a agravar-se devido à crescente influência de grupos islamistas armados
Luta pela terra e pelo acesso à água gera violência entre pastores e agricultores. Conflito tem vindo a agravar-se devido à crescente influência de grupos islamistas armados Nos primeiros meses deste ano, já se registaram mais de 600 mortes devido à violência entre comunidades no Mali, segundo dados revelados pela agência de Coordenação de assuntos Humanitários (OCHa, na sigla em inglês). O último massacre ocorreu em finais do mês de junho, após um ataque a uma aldeia de pastores (fulani), onde morreram 23 pessoas e cerca de 300 desapareceram. Os confrontos entre pastores e agricultores na região centro do país têm vindo a agudizar-se por causa da posse da terra e do acesso a fontes de água, uma rivalidade que agora se vê exacerbada pela crescente influência dos grupos armados, ligados ao extremismo islâmico. De acordo com as Nações Unidas, a instabilidade regional no Mali tem provocado um êxodo massivo da população, com o número de deslocados internos em Mpti e Ségou a quadruplicar num ano e a chegar aos 70 mil, em maio último. Muitos dos deslocados e dos habitantes das zonas onde se refugiaram enfrentam uma situação precária em matéria de alimentação, saúde e educação. Só na região de Mopti há mais de 900 mil pessoas em insegurança alimentar.