Vinte por cento dos trabalhadores com rendimentos mais baixos, o equivalente a 650 milhões de pessoas, ganha menos de um por cento do rendimento global do trabalho. Estes números mantêm-se há 13 anos
Vinte por cento dos trabalhadores com rendimentos mais baixos, o equivalente a 650 milhões de pessoas, ganha menos de um por cento do rendimento global do trabalho. Estes números mantêm-se há 13 anos Uma nova avaliação à distribuição dos rendimentos do trabalho, efetuada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), mostra que a desigualdade salarial continua a aumentar no mundo laboral e a manter milhões de trabalhadores a ganhar menos de um por cento do rendimento global. De acordo com o relatório final, 10 por cento dos trabalhadores recebem 48,9 por cento do total do salário global, enquanto 50 por cento dos trabalhadores mais mal pagos recebem apenas 6,4 por cento. além disso, os 20 por cento de trabalhadores com rendimentos mais baixos, o equivalente a 650 milhões de pessoas, ganham menos de um por cento do rendimento global do trabalho, um número que se mantém há 13 anos. Os resultados mostram ainda que, globalmente, a parcela da renda nacional destinada aos trabalhadores está a cair, de 53,7 por cento em 2004, para 51,4 por cento em 2017. No que se refere à distribuição de remuneração média entre os países, constata-se que a participação da classe média diminuiu entre 2004 e 2017, de 44,8 para 43 por cento. ao mesmo tempo, os ganhos dos 20 por cento que recebem mais aumentou de 51,3 para 53,5 por cento. a OIT destaca que os países mais pobres tendem a ter níveis muito mais altos de desigualdade salarial, algo que exacerba as dificuldades das populações vulneráveis. Na África subsaariana, metade dos trabalhadores que ganham menos recebem apenas 3,3 por cento da renda do trabalho, em comparação com a União Europeia onde o mesmo grupo recebe 22,9 por cento da renda total paga aos trabalhadores.