Fuga de especialistas está a contribuir para uma maior degradação da rede de saúde pública e privada no país, um sistema debilitado também pela falta de medicamentos e equipamentos médicos
Fuga de especialistas está a contribuir para uma maior degradação da rede de saúde pública e privada no país, um sistema debilitado também pela falta de medicamentos e equipamentos médicosMais de 43 mil médicos, praticamente dois terços do total, viram-se obrigados a abandonar a Venezuela para fugirem à crise política, económica e social, o que está a agravar a já difícil situação do sistema nacional de saúde, denunciou o deputado da assembleia Nacional, William Barrientos. Em declarações aos jornalistas, o parlamentar especificou que estavam registados no país 66. 138 médicos de diferentes especialidades, e ativos, dos quais restam apenas 22. 500. É uma situação muito delicada para a vida pública e para o bem-estar social de todos os venezuelanos. Não se trata apenas da deterioração descomunal da rede de saúde pública e privada no país, que é verdadeiramente crítica, mas também da falta de medicamentos e equipamentos médicos, referiu o deputado. Segundo fonte médica, citada pela agência Lusa, nos últimos cinco anos mais de uma centena de médicos luso-venezuelanos emigraram para Portugal, onde alguns deles esperam há mais de quatro anos por uma certificação que lhes permita exercer a profissão, um processo que definiu como demorado. Esta demora burocrática, acrescentou a mesma fonte, tem levado a que alguns médicos luso-venezuelanos optem por sair de Portugal e radicar-se em Espanha e noutros países da Europa, onde será mais fácil obter equivalências de estudos e certificação profissional.