Desaparecidas quando navegavam para a ilha de Trindade e Tobago eram do sexo feminino e tinham sido contactadas por pessoas que lhes ofereceram trabalho e melhores condições de vida
Desaparecidas quando navegavam para a ilha de Trindade e Tobago eram do sexo feminino e tinham sido contactadas por pessoas que lhes ofereceram trabalho e melhores condições de vida a Comissão de Justiça e Paz e a Cáritas da Venezuela emitiram esta semana um comunicado a exigir às autoridades que investiguem e condenem os responsáveis por crimes de tráfico de seres humanos e a pedir que criem canais de acesso para as famílias de pessoas desaparecidas poderem expor os seus casos e obter o apoio a que têm direito. O documento foi divulgado após um encontro com familiares das 28 pessoas desaparecidas em Guiria, no estado de Sucre, quando navegavam num barco em direção à ilha de Trindade e Tobago. Segundo os testemunhos recolhidos, a maioria dos desaparecidos eram mulheres, contactadas por pessoas que lhes haviam oferecido trabalho e melhores condições de vida. Em maio, já tinha desaparecido outro barco, com um número considerável de pessoas a bordo. a Comissão observa com preocupação o aumento deste tipo de casos, não só na parte oriental do país, mas também nas zonas fronteiriças de Brasil e Colômbia, onde operam estes grupos de delinquentes, pondo em perigo a vida, a integridade física e a dignidade das mulheres, o que gera grande ansiedade e desespero na suas famílias e, em particular, nas crianças que se encontram em situação de abandono, escreve o presidente da Comissão Justiça e Paz, Roberto Luckert.