Eurodeputado cita passagens do Evangelho para reforçar que a Igreja tem que estar ao lado dos migrantes e refugiados, porque é isso que está nos seus fundamentos, e é essa a obrigação dos cristãos
Eurodeputado cita passagens do Evangelho para reforçar que a Igreja tem que estar ao lado dos migrantes e refugiados, porque é isso que está nos seus fundamentos, e é essa a obrigação dos cristãos O Papa Francisco tem sido alvo de ataques constantes, sobretudo por parte do governo italiano, pela sua posição intransigente na defesa dos migrantes e refugiados, mas essa é a sua missão, enquanto líder da Igreja Católica, pois é isso que está escrito no Evangelho e que começou com a história da própria família de Jesus, que foi obrigada a fugir e a refugiar-se no Egito, defendeu, esta sexta-feira, 21 de junho, em Fátima, o eurodeputado Paulo Rangel. Convidado para a primeira conferência do Simpósio Teológico-Pastoral Fátima, hoje: que caminhos?, o político propôs-se fazer uma leitura dos movimentos migratórios na atualidade, e começou exatamente no trecho do Evangelho de Mateus, para realçar que Jesus e a sua família tiveram que fugir da perseguição, o que coloca a condição de refugiado no aDN do cristianismo. a Igreja tem que estar ao lado dos migrantes e refugiados porque é isso que está nos seus fundamentos, literal e textualmente, afirmou Paulo Rangel, explicando a diferença entre o refugiado (aquele que é obrigado a fugir) e o migrante económico ou climático (aquele que vai à procura de uma vida melhor), e alertando para o grande fluxo migratório de África que se prevê para os próximos anos e para o qual a Europa tem que estar preparada. O destino natural dos africanos vai ser a Europa e nós temos que contar com isso, sublinhou o eurodeputado. Na sessão de abertura, o bispo de Leiria-Fátima, antónio Marto, salientou que as peregrinações podem ser físicas ou espirituais, nas quais se procuram o reconforto interior, ou se alimenta a esperança num mundo fraterno e de paz. Neste particular, o cardeal destacou a peregrinação a Fátima, pelas suas particularidades e pelo conteúdo da Mensagem, pela dimensão profética, pela promoção do diálogo e do encontro. Não há nada como Fátima na Igreja Católica em todo o mundo, afirmou antónio Marto, citando palavras do Papa Bento XVI, numa das suas deslocações à Cova da Iria, para reforçar que Fátima é um ícone do que é a peregrinação, sendo disso exemplo a imagem peregrina da Virgem Maria, que já deu 16 voltas ao mundo e percorreu 645 mil quilómetros. O encontro, que conta com cerca de 250 participantes, tem previstas comunicações de investigadores portugueses, espanhóis e italianos, e decorre no Centro Pastoral de Paulo XVI até domingo, dia 23.