Metade dos fluxos financeiros enviados para os países de origem pelos trabalhadores estrangeiros vai para as áreas rurais, onde a pobreza e a fome estão mais concentradas
Metade dos fluxos financeiros enviados para os países de origem pelos trabalhadores estrangeiros vai para as áreas rurais, onde a pobreza e a fome estão mais concentradas Mais de 200 milhões de migrantes enviam remessas para os seus países de origem ajudando a melhorar a vida de 800 milhões de familiares e a criar um futuro de esperança para os seus filhos, revela um relatório das Nações Unidas, sublinhando que metade destes fluxos financeiros vão para as áreas rurais, onde há mais necessidades e onde as remessas têm maior impacto. Não se trata do dinheiro ser enviado para casa, trata-se do impacto que tem na vida das pessoas. as pequenas quantias de 200 ou 300 euros que cada migrante envia para casa compõem cerca de 60 por cento do rendimento familiar, e isso faz uma enorme diferença nas suas vidas e nas comunidades onde vivem, refere o presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento agrícola (FIDa), Gilbert Houngbo. Tendo em conta os benefícios que estas contribuições têm em milhões de lares, mas também em comunidades, países e regiões inteiras, a ONU pede aos governos, setor privado e sociedade civil que encontrem formas de aumentar o impacto das remessas através de ações individuais ou coletivas, propondo, por exemplo, a redução dos custos de transferência e uma maior inclusão financeira.