Impacto da crise económica e Política deixou uma em cada três crianças com carências de comida, medicamentos e educação, e sem acesso aos serviços básicos. Mortalidade infantil aumentou 50 por cento
Impacto da crise económica e Política deixou uma em cada três crianças com carências de comida, medicamentos e educação, e sem acesso aos serviços básicos. Mortalidade infantil aumentou 50 por cento O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) está a reforçar a capacidade de resposta na Venezuela para tentar dar assistência humanitária aos 3,2 milhões de crianças que necessitam urgentemente de alimentação, medicamentos e acesso à educação. Os feitos da crise económica e política destruíram décadas de progresso no país, lamentam os responsáveis da organização. as pessoas com quem falei descreveram um quadro muito sombrio da situação da saúde no país. Muitos médicos e enfermeiras abandonaram a Venezuela, os centros médicos estão a funcionar nos mínimos da sua capacidade por falta de medicamentos e a falta de peças de reposição tem paralisado as unidades móveis de saúde e as ambulâncias, afirma a diretora de comunicação da agência, Paloma Escudero, recém regressada de Caracas. Segundo a responsável, as mulheres grávidas, muitas delas demasiado jovens e anémicas, têm grandes dificuldades em obter a atenção que necessitam e, com a escassez de combustível, por vezes, nem sequer conseguem chegar aos centros de saúde. Para um país que tinha conseguido grandes progressos durante décadas na qualidade da assistência médica, a situação é dramática, sublinha. a ONU estima que mais de quatro milhões de venezuelanos já deixaram o país, naquele que é já um dos maiores movimentos de deslocados do mundo. Fruto da crise, a mortalidade infantil aumentou em 50 por cento entre 2014 e 2017 e mais de 750 mil crianças e adolescentes ficaram fora da escola entre 2013 e 2017.