Sistema é capaz de detetar todas as estirpes do parasita através de uma análise à saliva ou urina do paciente. E pode ser usado quer nas regiões mais pobres, quer em aeroportos
Sistema é capaz de detetar todas as estirpes do parasita através de uma análise à saliva ou urina do paciente. E pode ser usado quer nas regiões mais pobres, quer em aeroportosUm grupo de cientistas portugueses do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) e do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho, ambos em Braga, está a desenvolver um teste rápido e económico para detetar precocemente a malária. Em declarações à agência Lusa, Joana Guerreiro, uma das especialistas envolvidas no projeto, explica que o mecanismo assenta numa espécie de chip descartável, do tamanho de um cartão de telemóvel, que poderá ser introduzido com a amostra de fluídos num aparelho reutilizável para se saber se o resultado é positivo ou negativo. a diferença deste teste, em relação às técnicas convencionais de análise de aDN já usadas, é que pretende ser um método mais rápido, barato, portátil e fácil de utilizar, inclusive por pessoal não técnico, para detetar a doença quando os sintomas ainda não se manifestaram e, assim, contribuir para dar ao doente o tratamento adequado de forma mais célere. O trabalho de investigação obteve um financiamento comunitário inicial de 100 mil euros, ao abrigo do programa Horizonte 2020, e a expectativa de Pedro Ferreira – outro dos cientistas envolvidos – é a de que o dispositivo possa estar pronto em 2020, para ser validado em 2021 em doentes por comparação com pessoas saudáveis e com os métodos convencionais de análise de aDN.