Fontes da Igreja Católica acreditam que a série de ataques registada nas últimas semanas no país é dirigida propositadamente aos líderes comunitários, sacerdotes e catequistas, com o objetivo desestabilizar as relações pacíficas entre religiões
Fontes da Igreja Católica acreditam que a série de ataques registada nas últimas semanas no país é dirigida propositadamente aos líderes comunitários, sacerdotes e catequistas, com o objetivo desestabilizar as relações pacíficas entre religiões Os líderes da Igreja Católica no Burkina Faso acreditam que os ataques registados contra a comunidade cristã nas últimas semanas são planeados para atacar o coração da comunidade católica e desestabilizar a convivência pacífica entre religiões que se vive no país. as vítimas dos ataques contra os católicos não são escolhidas à sorte, assegura uma fonte religiosa à agência Fides. Tomemos como exemplo o assalto do dia 12 de maio, em Dablo. Os terroristas, depois de rodearem a igreja, pediram ao sacerdote e à catequista que saíssem do templo. O pároco, Siméon Yampa, foi assassinado de imediato. a catequista conseguiu escapar, mas foram mortos cinco fiéis, recorda a mesma fonte, pedindo o anonimato por questões de segurança. No dia seguinte, 13, em Singa, os agressores atacaram um grupo de fiéis que regressava de uma procissão mariana. Também retiraram quatro pessoas do grupo, dos quais pelo menos três parecem não ter sido escolhidos à sorte. Era uma pessoa leiga que durante muito tempo foi presidente da comunidade católica local e duas que eram formadoras, indica a fonte. Segundo os católicos ouvidos pela Fides, os autores dos ataques parecem ter como objetivo desestabilizar o Burkina Faso e os Estados vizinhos. até agora, as diferentes religiões têm convivido pacificamente, pelo existe a convicção de que os ataques são também uma tentativa de prejudicar o respeito inter-religioso.