Governo justifica decisão com o aumento do número de exemplares e dos conflitos entre os animais e as comunidades. Estima-se que existam cerca de 130 mil elefantes no país
Governo justifica decisão com o aumento do número de exemplares e dos conflitos entre os animais e as comunidades. Estima-se que existam cerca de 130 mil elefantes no país Cinco anos depois da proibição, o governo do Botswana volta a permitir a caça ao elefante. Na base da decisão, segundo o executivo, está o registo de um número elevado de conflitos entre estes animais e a população, nomeadamente a destruição das plantações agrícolas. O país alberga a maior concentração de elefantes em África, reunindo cerca de um terço da população da espécie naquele continente. ao todo, estima-se que 130. 000 elefantes vivam no território. a maioria concentra-se na região norte e desloca-se entre a Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe. O atual Presidente, Mokgweetsi Masisi, criou uma comissão para rever a proibição que havia sido imposta pelo seu antecessor, e os especialistas recomendaram a suspensão da proibição, alegando, entre outras coisas, que era necessário promover o crescimento de uma indústria de safaris. O levantamento da proibição da caça não significa a matança indiscriminada da vida silvestre. Significa permitir enfoque científico para manter o equilíbrio ecológico, estudando os limites da capacidade e permitindo às comunidades que vivem lado a lado com os animais que façam as suas vidas em harmonia com os elefantes, justificou ao El País um responsável da Organização de Turismo do Botswana. Luis Suárez, do Fundo Mundial da Natureza (WWF), não concorda com a decisão. Não podemos apoiar esta posição, sobretudo porque estamos a falar de caçar uma espécie que está submetida a uma pressão brutal e está em perigo. a mensagem que se está a transmitir é que se pode caçar espécies ameaçadas, sublinhou o ativista.