Violência na periferia de Trípoli pode ser o início de uma guerra sangrenta no sul do Mediterrâneo e um sinal de perigo para a segurança de toda a região, alertam os responsáveis da ONU
Violência na periferia de Trípoli pode ser o início de uma guerra sangrenta no sul do Mediterrâneo e um sinal de perigo para a segurança de toda a região, alertam os responsáveis da ONU O representante especial das Nações Unidas para a Líbia, Ghassan Salamé, alertou para o aumento da violência na periferia de Trípoli, que considera poder ser o início de uma guerra longa e sangrenta, que põe em perigo a segurança dos países vizinhos e de toda a região. Numa sessão do Conselho de Segurança da ONU, o responsável deu conta da intensificação do conflito nas últimas semana, com a ofensiva das forças do Exército Nacional Líbio do general Khalif Haftar, que lidera um governo paralelo com sede em Bengasi. Muitos países fornecem armas a todas as partes em conflito e a sofisticação deste armamento está a causar um número maior de vítimas. O embargo de armas à Líbia irá converter-se numa cínica brincadeira se não for reforçado o seu mecanismo de implementação. algumas nações estão a alimentar este sangrento conflito e as Nações Unidas devem pôr fim a esta situação, afirmou Salamé. Perante este cenário, o relator desafiou o Conselho de Segurança a zelar pela aplicação das leis humanitárias internacionais e a promover todas as diligências necessárias para silenciar as armas. Precisamos demonstrar a quem comete violações que não reina a impunidade. Não há uma solução militar, é o momento dos que escolheram essa opção abram os olhos e se ajustem à realidade. a Líbia é um mosaico de comunidades que não pode governar-se sem alianças em todo o território, sublinhou.