Plano de ação traçado pelo governo pretende retirar cerca de nove milhões de trabalhadores do mercado informal e arrecadar os impostos gerados pelo seu volume de negócios
Plano de ação traçado pelo governo pretende retirar cerca de nove milhões de trabalhadores do mercado informal e arrecadar os impostos gerados pelo seu volume de negócios O governo angolano aprovou recentemente um plano de ação para a promoção da empregabilidade, que prevê, entre outras medidas, retirar cerca de nove milhões de profissionais do mercado informal, com destaque para os taxistas, empregadas domésticas e vendedores de rua. Isto vai contribuir fortemente para a criação de emprego, porque estamos a falar de uma economia informal na ordem dos 60 a 70 por cento, o que significa dizer que estas pessoas têm rendimentos, têm meios de trabalho, têm horários, só não fazem parte da economia, e não cumprem as obrigações fiscais nem as parafiscais, nomeadamente as relacionadas com a segurança social. É um problema de hoje, explicou o secretário de Estado do Trabalho e Segurança Social de angola, Manuel Moreira, citado pela agência Lusa. Segundo o governante, a título de exemplo, só o setor de táxis, ainda informal, representa anualmente um negócio de cerca de 900 milhões de euros, em que o Estado se vê privado dos respetivos impostos.com a aprovação do plano, que prevê um investimento de 58 milhões de euros, o executivo prevê a criação de 500 mil empregos nos próximos três anos.