Objetivos estabelecidos para redução na prevalência de baixo peso nos nascimentos até 2025 dificilmente serão cumpridos. alguns países lusófonos melhoraram os seus resultados, mas outros, como Portugal e Brasil regrediram
Objetivos estabelecidos para redução na prevalência de baixo peso nos nascimentos até 2025 dificilmente serão cumpridos. alguns países lusófonos melhoraram os seus resultados, mas outros, como Portugal e Brasil regrediram Mais de 20 milhões de bebés nasceram com baixo peso em 2015, o que significa uma média de um em cada sete nascimentos em todo o mundo, segundo um relatório publicado esta semana pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Organização Mundial de Saúde (OMS) e Escola de Higiene e Medicina Tropical do Reino Unido. O estudo revela, em relação aos países lusófonos, que Moçambique e Guiné-Bissau tiveram as quedas mais acentuadas no número de bebés que nascem com baixo peso, com uma redução anual média de 1,2 por cento. angola teve um resultado semelhante, com uma baixa média de 1,1 por cento, ao contrário de Portugal e Brasil, que obtiveram um resultado negativo de 1,2 e 0,5 por cento, respetivamente. Em 2012, os 195 Estados-membros da OMS comprometeram-se com uma redução de 30 por cento na prevalência de baixo peso ao nascer até 2025, em comparação com as taxas de 2012. Mas segundo as novas estimativas, com as taxas atuais de progresso, o mundo ficará bem aquém da taxa de redução anual de 2,7 por cento prevista na meta estabelecida. O relatório destaca, por isso, a necessidade urgente de mais investimento e ação para acelerar os avanços nesta área . Entre as principais causas do problema, estão os extremos da idade materna, gravidez múltipla, complicações obstétricas, condições maternas crónicas, infeções e estado nutricional.