Operações de auxílio à população afetada pelo ciclone Idai tiveram custos bastante mais altos do que a verba investida antes da tempestade, para ajudar a evacuar as localidade e preparar as comunidades em risco
Operações de auxílio à população afetada pelo ciclone Idai tiveram custos bastante mais altos do que a verba investida antes da tempestade, para ajudar a evacuar as localidade e preparar as comunidades em risco as contas feitas pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) ao impacto do ciclone Idai, em Moçambique, concluíram que o custo das operações de socorro da Cruz Vermelha e da ONU totalizou 278 milhões de euros, um valor quase mil vezes superior aos 300 mil euros disponibilizados antes da tempestade para evacuar e preparar as comunidades em risco. O ciclone Idai recorda-nos que a forma como reagimos a desastres está desajustada. a falta de investimento na redução e prevenção dos impactos de desastres resulta em mais gastos para salvar vidas e reparar os estragos após a ocorrência, explicou, em comunicado o secretário-geral da FICV, Elhadj as Sy. Segundo o responsável, o atual modelo não funciona para as pessoas em risco de ser atingidas por tempestades e inundações, nem faz sentido em termos financeiros, sobretudo tendo em conta que se prevê o aumento de catástrofes associadas às alterações climáticas. Embora nos últimos anos, tenha havido uma alteração no sentido de direcionar o investimento para a redução dos riscos, a FICV admite que não seja suficiente para chegar às comunidades mais vulneráveis, em áreas particularmente sujeitas a tempestades, inundações e outros desastres climáticos onde seria mais necessário e efetivo.