Senado está a discutir uma alteração ao Código de Processo Penal para obrigar os padres e religiosos a denunciar os abusos contra menores, mesmo que os factos tenham sido revelados na confissão
Senado está a discutir uma alteração ao Código de Processo Penal para obrigar os padres e religiosos a denunciar os abusos contra menores, mesmo que os factos tenham sido revelados na confissão a medida já foi aprovada pela Câmara dos Deputados do Chile, está agora em discussão no Senado, mas a Conferência Episcopal (CE) já rejeitou a eliminação do secretismo da confissão em casos de abuso sexual de menores. a legislação chilena protege este momento como um momento muito importante, e a nossa posição é de que o segredo da confissão deve sempre ser protegido, porque é um ato sagrado, afirmou o presidente da CE chilena, Fernando Ramos. De acordo com o projeto de lei, que visa modificar o Código de Processo Penal, os padres e religiosos passam a ser obrigados a denunciar ao Ministério Público eventuais abusos contra menores de que tenham conhecimento, mesmo quando o facto tenha sido revelado na confissão. Se não o fizerem, estão sujeitos a sanções. Mas para Fernando Ramos, a confissão é um sacramento e um ato sagrado através do qual a pessoa se reconcilia com Deus, que deve ser protegido, remetendo para as pessoas que têm responsabilidade criminal por abuso sexual o assumir das suas responsabilidade, junto das instâncias próprias. O Ministério Público do Chile investiga 219 religiosos chilenos e 158 casos de abuso sexual contra 241 vítimas, das quais 123 eram menores à época dos facto. Em agosto do ano passado, a Conferência Episcopal do Chile publicou uma lista com os nomes de 42 padres e um diácono condenado pela justiça civil ou canónica por abuso sexual de menores.