alta comissária para os Direitos Humanos destacou os resultados alcançados com um sistema baseado em políticas orientadas pela preocupação com a saúde pública e os direitos humanos
alta comissária para os Direitos Humanos destacou os resultados alcançados com um sistema baseado em políticas orientadas pela preocupação com a saúde pública e os direitos humanos a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, alertou esta semana, no Porto, que as políticas públicas para lidar com as drogas estão a falhar em muitos países e que é hora de adotar novas medidas para lidar melhor com o problema.como exemplo de boas práticas, destacou os resultados alcançados em Portugal, onde o número de mortes relacionadas com o uso de drogas caiu drasticamente e a transmissão de doenças infeciosas baixou. as políticas baseadas em dados e orientadas pela preocupação com a saúde pública e os direitos humanos são mais eficazes, afirmou a responsável, recordando, que em 2001, Portugal tinha a maior taxa de HIV da Europa entre consumidores de drogas injetáveis, optou por descriminalizar a posse de drogas para uso pessoal e alocar maiores recursos para a prevenção, o tratamento e programas para a reintegração de consumidores, e obteve resultados positivos. Desde então, as taxas de todas as doenças sexualmente transmissíveis diminuíram drasticamente, tal como as taxas gerais de uso de drogas sendo que Portugal tem agora uma das mais baixas taxas de mortalidade por uso de drogas na Europa, sublinhou Bachelet, ao discursar num evento dedicado ao tema Pessoas antes da política. Segundo a alta comissária, a combinação de pobreza, com oportunidades limitadas em comunidades marginalizadas e com instabilidade política continuam a impulsionar altos níveis de oferta de droga e um aumento acentuado nas mortes relacionadas, que atingiu 60 por cento, entre 2000 e 2015. Michelle Bachelet lembrou também que a criminalização do uso de drogas impede que as pessoas tenham acesso a tratamento e a outros serviços de saúde e sociais, e estimula o encarceramento em massa. atualmente, entre as pessoas detidas em todo o mundo, uma em cada cinco foi condenada por delitos relacionados com drogas. a maioria por posse de drogas para uso pessoal.