Documento será analisado na assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa e é apresentado como mais uma contribuição para os momentos eleitorais que se avizinham na União Europeia e em Portugal
Documento será analisado na assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa e é apresentado como mais uma contribuição para os momentos eleitorais que se avizinham na União Europeia e em Portugal a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que está reunida em assembleia Plenária em Fátima até à próxima quinta-feira, 2 de maio, vai analisar uma proposta de carta pastoral que reflete um olhar sobre Portugal e a Europa à luz da Doutrina Social da Igreja e poderá servir de apoio aos cristãos nos momentos eleitorais que se avizinham na União Europeia e no nosso país. a proposta olha a realidade que mais diretamente nos toca, da defesa da vida, dos nascituros aos idosos; das condições materiais e laborais que a garantam e à liberdade religiosa; das obrigações de cada cidadão para o bem comum de todos, sem alheamento nem corrupção; dos migrantes, seus direitos e contributos; do direito à propriedade privada ao destino universal dos bens; da ecologia à solidariedade intergeracional; do indispensável papel do Estado à sua subsidiariedade em relação às iniciativas dos cidadãos e dos grupos, no campo educativo e social, antecipou o cardeal patriarca de Lisboa e presidente da CEP, esta segunda-feira, 29 de abril. No discurso de abertura do encontro, Manuel Clemente destacou ainda a mais recente exortação apostólica do Papa Francisco (Cristo Vive), publicada na sequência da última assembleia sinodal sobre a realidade juvenil na Igreja e no mundo, e que o purpurado considera de particular relevância para a Igreja em Portugal, tendo em conta a realização no nosso país da próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em 2022. Diz-nos o Papa que “a pastoral juvenil supõe duas grandes linhas de ação. Uma é a busca, a convocação, a chamada que atraia novos jovens para a experiência do Senhor. a outra é o crescimento, o desenvolvimento dum percurso de maturação para quantos já fizeram essa experiência”, afirmou o cardeal, recordando que o fator mais determinante para a escolha de Portugal para organizar a JMJ 2022 foi o crescente desejo de tantos jovens católicos, militantes em comunidades e movimentos. Em agenda estará também a apreciação do texto que dará origem a uma carta pastoral sobre a preparação do matrimónio, que inclui uma série de indicações necessárias e práticas para a preparação do matrimónio, atinentes à maturidade e ao relacionamento mútuo; ao projeto familiar, ao respetivo amadurecimento e à superação de conflitos; à comunidade cristã como lugar de entreajuda e celebração familiar; à doutrina sobre o sacramento, suas propriedades e fins, explicou Manuel Clemente. Na sequência da cimeira sobre a proteção de menores na Igreja, realizada em fevereiro, os bispos irão debater as orientações dados pelo Papa nesta matéria, estando em aberto a possibilidade de decidirem pela criação de comissões nas dioceses, à semelhança do que já foi feito em Lisboa. Recorde-se, que a 12 de abril, o cardeal-patriarca criou uma Comissão para a Proteção de Menores, composta por especialistas nas áreas da psicologia, psiquiatria, justiça civil e canónica e comunicação social, coordenada pelo bispo auxiliar de Lisboa, américo aguiar.