países de baixos rendimentos investem pouco mais de um euro e meio por pessoa para cuidar da saúde mental. Um valor que demonstra que a atenção a esta área continua a ser negligenciada
países de baixos rendimentos investem pouco mais de um euro e meio por pessoa para cuidar da saúde mental. Um valor que demonstra que a atenção a esta área continua a ser negligenciada Um novo relatório apresentado pelo relator das Nações Unidas sobre Saúde, Dainius Puras, revela que não há igualdade entre saúde mental e saúde física em nenhuma parte do mundo, e alerta que a área da saúde mental continua a ser negligenciada, ao sofrer de disparidades em áreas como o orçamento, formação e práticas médicas. Para este especialista, o estigma e a discriminação constantes são o resultado da pouca atenção dada aos cuidados de saúde mental, apesar de uma em cada quatro pessoas vir a ser afetada por um distúrbio de saúde mental. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas sete por cento dos orçamentos da saúde são destinados à saúde mental, o que significa que nos países de baixos rendimentos é investido pouco mais de euro e meio por pessoa nesta área. Dainius Puras destaca ainda que a limitação do acesso de pessoas com condições de saúde mental e com deficiências psicossociais à educação condiciona as suas oportunidades de emprego remunerado e eterniza a desigualdade social.