Em 15 anos foram dizimados mais de 1,9 milhões de hectares de selva. Na origem deste grau de destruição estão a agricultura, pecuária, mineração, o desmatamento ilegal e o narcotráfico
Em 15 anos foram dizimados mais de 1,9 milhões de hectares de selva. Na origem deste grau de destruição estão a agricultura, pecuária, mineração, o desmatamento ilegal e o narcotráfico O desmatamento na amazónia peruana já é considerado como uma espécie de cancro que destrói tudo por onde passa. Segundo dados do Programa Nacional de Conservação de Florestas (PNCB) do Peru, entre 2001 e 2016, foram destruídos mais de 1,9 milhões de hectares de floresta, o que equivale a cerca de 123 mil hectares por ano. O Peru é um dos 17 países megadiversos do planeta, que em conjunto abrigam mais de 70 por cento da biodiversidade mundial. Depois do Brasil, é a nação com maior área de floresta amazónica. Mas se não forem tomadas medidas, pode vir a perder entre 300 a 400 mil hectares de selva anuais, alerta César Calmet, coordenador executivo do PNCB. De acordo com este responsável, a agricultura, a pecuária, o corte ilegal de árvores, a mineração ilegal e o narcotráfico são os principais agentes destruidores das florestas amazónicas, que contribuem para absorver o carbono do meio ambiente, um dos causadores do aquecimento global. Os agricultores estão entre os predadores devido ao costume de queimarem as florestas para limpar as terras antes de cultivá-las, e os produtores de óleo de palma derrubam grandes extensões de selva para tornarem os cultivos rentáveis. Já os narcotraficantes desmatam para plantar folha de coca e poluem as terras e rios com os químicos que usam para fabricar a cocaína.