Curta-metragem «Russa» foi considerada pelo júri uma obra «fascinante e urgente»
Curta-metragem «Russa» foi considerada pelo júri uma obra «fascinante e urgente»O filme português Russa foi distinguido com o prémio Árvore da Vida na 15. a do IndieLisboa, considerado um dos mais importantes festivais de cinema independente de Portugal. O galardão foi atribuído pela Igreja Católica a uma produção fascinante e urgente que ficará a marcar o cinema contemporâneo, lê-se na declaração do jurado, organismo coordenado por José Tolentino Mendonça, e formado por Olívia Reis e João Pedro Vala

Produzido em 2018 pelos cineastas João Salaviza e Ricardo Alves Jr. , o documentário-ficção conta com 20 minutos de duração, e aborda o custo humano resultante da implosão de duas torres de habitação social no Bairro do aleixo, no Porto. Os jornais desses dias construíram manchetes do tipo: “Implosão no Bairro do aleixo efetuada com sucesso”. O filme “Russa”, ao contrário, escolhe falar do fracasso, refere o jurado.

No valor de dois mil euros, o galardão foi entregue por José Carlos Seabra Pereira, diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, no último sábado, 5 de maio. O prémio Árvore da Vida é concedido a um dos filmes selecionados pela organização do evento para a secção da competição nacional, que estreiam, quase sempre, no festival. O galardão do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura foi criado com o objetivo de distinguir obras de qualidade, onde estejam presentes valores espirituais e humanistas, e ainda apoiar financeiramente um cineasta.