Depois do Japão ter conquistado o estatuto de observador, é a vez da Coreia do Sul manifestar interesse em integrar a Comunidade dos países de língua Portuguesa, um mercado com 270 milhões de pessoas
Depois do Japão ter conquistado o estatuto de observador, é a vez da Coreia do Sul manifestar interesse em integrar a Comunidade dos países de língua Portuguesa, um mercado com 270 milhões de pessoasO crescente interesse de vários países, sobretudo asiáticos, em integrar a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), enquanto observadores, demonstra o potencial económico da organização sem o idioma como figura central, afirmou esta semana a secretária-executiva da CPLP, Maria do Carmo Silveira. a Coreia do Sul é o segundo país asiático a pedir o estatuto de observador na CPLP, e pode juntar-se ao Japão, Senegal, Namíbia, Turquia, República Checa, Uruguai, Geórgia, Eslováquia, Maurícias e Hungria, países que já têm acesso às cimeiras de Chefes de Estado e de governo, aos Conselhos de Ministros, e à documentação produzida pela organização. Segundo a dirigente, a Itália, Costa do Marfim, andorra, argentina e Chile já têm os processos bastante avançados, e poderão ser submetidos a aprovação na próxima cimeira da CPLP, agendada para os dias 17 e 18 de julho, na ilha do Sal, em Cabo Verde. Para os países africanos membros, a CPLP não deve continuar focalizada apenas na língua portuguesa como há 20 anos. O critério exclusivamente linguístico deixa de fazer sentido. Outras organizações já existentes com base nesse critério adaptaram-se e alteraram a sua composição e os seus objetivos estratégicos, sublinhou Maria do Carmo Silveira.