Estudo revela que se fossem as mulheres a liderar a luta contra as alterações climáticas poderia reduzir-se em 150 milhões o número de pessoas que passam fome no mundo
Estudo revela que se fossem as mulheres a liderar a luta contra as alterações climáticas poderia reduzir-se em 150 milhões o número de pessoas que passam fome no mundoas mudanças climáticas afetam mais as mulheres, segundo um estudo do Observatório de Saúde e Meio ambiente do Instituto DKV, destinado a demonstrar o papel do meio ambiente na saúde e na qualidade de vida das populações. a investigação aborda o impacto das alterações do clima na saúde, e a sua relação com a pobreza, a equidade de género e a infância. Segundo os autores da pesquisa, as alterações climáticas fazem aumentar a pobreza, as injustiças sociais, fomentam os desequilíbrios no poder e nas tomadas de decisão, e, consequentemente, afetam a segurança alimentar. Resultado: as mulheres são quem mais sofre a marginalização económica, social e política, ao ficarem excluídas das decisões e terem um acesso limitado a recursos financeiros e materiais. O estudo revela ainda que as mulheres constituem a maioria da população que concentra a maior quantidade de pobreza gerada por fatores relacionados com a mudança do clima. E defende que se as mulheres que se dedicam à agricultura tivessem o mesmo acesso que os homens aos recursos produtivos, o número de pessoas com fome no mundo poderia reduzir-se entre 100 a 150 milhões de pessoas.