Nos últimos quatro anos o número de venezuelanos à procura de asilo aumentou 2. 000 por cento, o que deixa as comunidades de acolhimento sob uma pressão cada vez maior
Nos últimos quatro anos o número de venezuelanos à procura de asilo aumentou 2. 000 por cento, o que deixa as comunidades de acolhimento sob uma pressão cada vez maior O alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR) divulgou esta semana novas orientações para os governos que estão a receber pessoas da Venezuela, salientando que apesar destes deslocados não serem refugiados, também necessitam de proteção internacional. Desde 2014, o número de venezuelanos à procura de asilo aumentou 2. 000 por cento. a agência desenvolveu um plano de resposta regional para oito países da região das américas e Caraíbas e pede aos Estados que adotem medidas pragmáticas de proteção do povo venezuelano, como alternativas legais de permanência, incluindo vistos e autorizações temporárias. Estes programas devem garantir acesso aos direitos básicos de cuidados de saúde, educação, unidade familiar, liberdade de movimento, abrigo e trabalho. a Venezuela atravessa uma crise económica e política que tem deixado a sua população com pouco acesso a comida, medicamentos, serviços sociais ou forma de subsistência. Dos muitos que decidiram partir, 94 mil resolveram a sua situação legal no último ano, mas centenas de milhares de venezuelanos continuam sem qualquer documentação ou permissão para permanecer legalmente nos países de asilo, adiantam os responsáveis do aCNUR. Já o diretor executivo do Programa alimentar Mundial (PMa), David Beasley, classificou a situação no país como um desastre humanitário. Segundo ele, um milhão de venezuelanos já abandonou o país, e a tendência é para que este problema venha a tornar-se muito pior.