Responsável da ONU visitou acampamento de refugiados no Bangladesh e ouviu testemunhos de contí­nuos assassinatos, violações, torturas e sequestros no estado de Rakhine, em Myanmar
Responsável da ONU visitou acampamento de refugiados no Bangladesh e ouviu testemunhos de contí­nuos assassinatos, violações, torturas e sequestros no estado de Rakhine, em Myanmar a limpeza étnica dos rohingya em Myanmar continua. Não creio que possamos tirar nenhuma outra conclusão depois do que vi e ouvi em Cox”s Bazar, afirmou o secretário-geral adjunto da ONU para os direitos humanos, andrew Gilmour, após uma visita ao acampamento de Kutupalong, no Bangladesh, onde contactou com os refugiados rohingya, obrigados a fugir da violência no estado de Rakhine. Segundo Gilmour, várias pessoas lhe asseguraram que os rohingya que tentam abandonar as suas aldeias em Myanmar são sequestrados e nunca mais regressam e que ouviu diversos testemunhos credíveis de contínuos assassinatos, violações, torturas e fome forçada. a natureza da violência mudou do frenético banho de sangue e das violações massivas do ano passado, para uma campanha de terror desenhada para que os rohingya que ficam abandonem as suas casas e fujam para o Bangladesh, adiantou. O governo de Myanmar está ocupado dizendo ao mundo que está pronto para receber de novo os rohingya, enquanto as suas forças militares continuam a fazê-los fugir para o Bangladesh. Os retornos seguros, dignos e sustentáveis são, por isso, impossíveis nas condições atuais, sublinhou o especialista em direitos humanos.