O desaparecimento progressivo de numerosos idiomas representa uma ameaça para a diversidade linguística, alerta a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura
O desaparecimento progressivo de numerosos idiomas representa uma ameaça para a diversidade linguística, alerta a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura Em média, a cada duas semanas desaparece uma língua no mundo e, com ela, um pedaço da história humana e do património cultural e intelectual, alertou esta semana a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, audrey azoulay. a língua é muito mais que um meio de comunicação: é a própria condição da nossa humanidade. Nela se sedimentam os nossos valores, as nossas crenças, a nossa identidade. Graças a ela, transmitem-se experiências, tradições e saberes. a diversidade de línguas reflete a riqueza irredutível do nosso imaginário e dos nossos modos de vida, sublinhou a responsável, numa mensagem a propósito do Dia Internacional da Língua Materna, que se assinalou quarta-feira, 21 de fevereiro. Segundo audrey azoulay, a celebração deste dia tem por objetivo proteger a variedade linguística, fomentar a educação multilingue e, este ano, pretende comemorar também o 70º aniversário da Declaração Universal de Direitos Humanos, em que se estabelece que não se discriminará por motivos de idioma.