Estima-se que todos os anos saiam do continente africano mais de 40 mil milhões de euros, através de fluxos financeiros ilegais. Estas movimentação estão ligadas a economias criminosas, como o tráfico de droga ou de pessoas
Estima-se que todos os anos saiam do continente africano mais de 40 mil milhões de euros, através de fluxos financeiros ilegais. Estas movimentação estão ligadas a economias criminosas, como o tráfico de droga ou de pessoas Um relatório divulgado esta terça-feira, 20 de fevereiro, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), estima que pelo menos 50 mil milhões de dólares (40,5 mil milhões de euros) saem todos os anos de África através de fluxos ilícitos de capitais. a conclusão a que chegámos é que existem cerca de 50 mil milhões de dólares de fluxos financeiros que saem de África e forma ilícita, e esta é uma estimativa muito conservadora, muito prudente, porque os números são seguramente muito superiores, afirmou o diretor-geral de desenvolvimento e cooperação da OCDE, Jorge Moreira da Silva, na sessão de apresentação do documento. O relatório associa estes fluxos a 13 economias criminosas, como o tráfico de droga, raptos para reclamar resgates, tráfico e contrabando de pessoas, contrafação, cibercriminalidade, pirataria marítima, tabaco ilegal, contrabando de armas e de bens, mineração ilegal, abastecimento de petróleo e crimes ambientais. Se é verdade que são os países mais pobres, são as situações de desenvolvimento mais frágil que proporcionam os fluxos financeiros ilícitos, é igualmente verdade que os fluxos financeiros ilícitos são também um acelerador do empobrecimento dos países, adiantou Moreira da Silva. Segundo o responsável, uma parte do destino destes recursos financeiros são países ricos, são países da União Europeia, são países da OCDE, pelo o importante não é apontar o dedo, mas procurar soluções em conjunto, ao nível do comércio, sistemas financeiros, justiça, segurança e criação de condições de desenvolvimento local. Na conferência, realizada em Paris (França), também foi lançada uma parceria entre a OCDE e a Comissão Económica das Nações Unidas para África para combater os fluxos ilícitos de capitais, através da monitorização de fluxos financeiros e aumento da ajuda ao desenvolvimento.