Relatório de agência das Nações Unidas realça as dificuldades que as mulheres continuam a enfrentar em todo o mundo. Uma das áreas com menos progressos está relacionada com a taxa de pobreza entre mães solteiras
Relatório de agência das Nações Unidas realça as dificuldades que as mulheres continuam a enfrentar em todo o mundo. Uma das áreas com menos progressos está relacionada com a taxa de pobreza entre mães solteirasO mais recente relatório da ONU Mulheres sobre a igualdade de género e os objetivos da agenda 2030 revela que o progresso continua lento para atingir as metas estabelecidas e que, em muitos casos, não chega às mulheres e meninas que mais precisam e que estão a ser deixadas para trás. Segundo Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora executiva da agência, uma das áreas que mais precisam de melhorias é a taxa de pobreza para mães solteiras, sobretudo em países como os Estados Unidos da américa, Espanha ou Brasil. É preciso garantir que é dada maior prioridade à saúde das mulheres e dos seus bebés, que a dor das mulheres é levada a sério, e que se acredita nas mulheres quando elas se queixam, afirmou a responsável. Em relação aos rendimentos, os novos dados mostram que nos 89 países com estatísticas disponíveis, mais de 4,4 milhões de mulheres vivem com menos de 1,5 euros por dia. a diferença é explicada com o número de mulheres que cuidam de outros, como crianças e idosos, sem qualquer remuneração. Já no que se refere à violência, apesar de uma em cada cinco mulheres ter sido vítima de violência física e/ou sexual por um parceiro no último ano, 49 países ainda não têm leis para estes casos. Na lista das 47 nações onde as agressões sexuais são mais significativas, figuram quatro países lusófonos: angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.