Uma em cada quatro crianças vive num país afetado por conflitos ou desastres, muitas vezes sem acesso a água potável ou a serviços básicos de saúde, alertam os responsáveis da ONU
Uma em cada quatro crianças vive num país afetado por conflitos ou desastres, muitas vezes sem acesso a água potável ou a serviços básicos de saúde, alertam os responsáveis da ONU O mais recente relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alerta para as proporções catastróficas que as crises humanitárias estão a atingir, sobretudo para as crianças, as mais afetadas pelos conflitos e desastres naturais. a organização já tem definido o seu programa de ação para este ano e diz precisar de 2,9 mil milhões de euros para proporcionar assistência a 48 milhões de menores, em 51 países. as crianças são as mais vulneráveis quando o conflito ou o desastre causam o colapso de serviços essenciais como a saúde, a água e o saneamento. Pelo menos, que a comunidade internacional tome medidas urgentes para proteger e proporcionar ajuda para salvar as vidas destas crianças, que enfrentam um futuro cada vez mais sombrio, afirmou Manuel Fontaine, diretor de programas de emergência do UNICEF. O ano passado, agravaram-se a complexidade e as repercussões de conflitos que já duram há vários anos, entre eles os do Iraque, Nigéria, Síria, República Democrática do Congo, Sudão do Sul e Iémen. a situação das crianças também piorou. a ameaça é ainda maior à medida que milhões de crianças enfrentam níveis potencialmente mortais de desnutrição, o que os torna mais vulneráveis a doenças transmitidas pela água, criando um círculo vicioso de desnutrição e problemas de saúde, adiantou Fontaine.