Organização de defesa dos direitos humanos diz não fazer sentido que os refugiados sejam devolvidos a acampamentos protegidos pelas mesmas forças de segurança que os levaram a fugir da violência
Organização de defesa dos direitos humanos diz não fazer sentido que os refugiados sejam devolvidos a acampamentos protegidos pelas mesmas forças de segurança que os levaram a fugir da violência a organização não governamental Human Rights Watch (HRW) pediu esta semana a suspensão do plano de repatriamento para Myanmar dos refugiados rohingya que estão no Bangladesh, depois de ter sido anunciada a data para o início do processo. Os refugiados rohingya não devem ser devolvidos a acampamentos protegidos pelas mesmas forças de segurança que os levaram a fugir de massacres e violações em grupo e que incendiaram aldeias, afirma o diretor da organização para a Ásia. Brad adams considera que as autoridades de Myanmar no garantiram ser capazes de assegurar um regresso seguro, digno e voluntário dos refugiados, tal como recomenda o Direito Internacional: Todas as indicações sugerem que os acampamentos planeados por Myanmar para os rohingya serão prisões a céu aberto. O acordo entre Myanmar e o Bangladesh para o início do repatriamento foi alcançado a semana passada. Na ocasião, o governo da ex-Birmânia disse ter iniciado a construção de um primeiro acampamento para albergar temporariamente 30 mil refugiados, de um total de mais de 650 mil que fugiram para o país vizinho.