a falta de condições das escolas que funcionam em campos de refugiados ocorrem por todo o mundo, dizem os responsáveis do alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados
a falta de condições das escolas que funcionam em campos de refugiados ocorrem por todo o mundo, dizem os responsáveis do alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiadosas aulas da Escola Primária Furaha (alegria, em português), no campo de refugiados de Nduta, na Tanzânia, decorrem ao ar livre devido à falta de recursos, com as mesas e os quadros instalados entre as árvores. Frequentam a escola cerca de 200 crianças refugiadas, maioritariamente rapazes, que percorrem longas distâncias para assistirem às aulas, e que têm dificuldade para se concentrar, devido à escassez de alimentos em suas casas, informam os serviços de comunicação do alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR).
Quando chove, tudo fica molhado. Quando há vento os galhos caem sobre nós. Quando está sol fica muito quente e às vezes precisamos de interromper as aulas, disse Irahoze Diello.com 14 anos de idade, o adolescente foi forçado a fugir do Burundi. atualmente aprende na Tanzânia, sem que antes tenha possibilidade de tomar um pequeno-almoço, e também sem livros, calçado e um lugar seguro para estudar.
as aulas ao ar livre fizeram com que Hafashimana Euphrasie, de 14 anos, perdesse um dos livros que mais gostava. Temos algumas aulas sem mesas. Precisamos de ajuda para que não tenhamos que sentar no chão, realçou a jovem. as aulas são ministradas por professores, também eles refugiados do Burundi, que lamentam as condições da escola. Às vezes, quando os galhos caem, alguns estudantes magoam-se e as aulas precisam de ser interrompidas enquanto os professores os levam para o hospital, disse Ndayisenga aimable, professor de 34 anos.
De acordo com o aCNUR, os desafios enfrentados pelos estudantes do campo de Nduta são, infelizmente, comuns a muitas outras crianças refugiadas em todo o mundo. Contudo, melhores dias se avizinham para estas crianças, uma vez que em breve se vão mudar para novos urbanística de tijolos de barro, construídos pela “Save the Children”, uma das organizações parceiras do aCNUR em projetos de educação no campo de Nduta.
as novas instalações vão contar com nove salas de aula, espaço para funcionários, sala de professores e casas de banho. Estou muito feliz porque quando nos mudarmos as salas vão ter paredes, disse Hafashimana. Quando terminar os meus estudos, quero tornar-me num professor, acrescentou o jovem, radiante.