Descolados têm sido pressionados a regressar ao seu país de origem, apesar da situação de insegurança, seca e fome, que podem vir a enfrentar, denuncia a amnistia Internacional
Descolados têm sido pressionados a regressar ao seu país de origem, apesar da situação de insegurança, seca e fome, que podem vir a enfrentar, denuncia a amnistia InternacionalMilhares de habitantes do campo de refugiados de Dadaab, no Quénia, onde estão alojadas 240 mil pessoas, estão a sofrer pressões para voltar à Somália, apesar de poderem encontrar no seu país de origem uma situação de insegurança, seca e fome, uma realidade que as autoridades quenianas tentam esconder. Os retornos têm-se verificado de forma massiva, depois do governo do Quénia ter anunciado, em maio do ano passado, que ia encerrar o acampamento, que chegou a ser o maior do mundo. Mas ao regressarem a casa, os refugiados somalis têm encontrado condições terríveis, segundo informações recolhidas pelas equipas da amnistia Internacional (aI). Para a diretora para os direitos das pessoas refugiadas e migrantes da aI, Charmain Mohamed, o governo queniano tem exagerado quando se refere à melhoria das condições de segurança na Somália, para fomentar os regressos, mas a triste realidade é que que muitas zonas do país abundam ainda a violência e a pobreza. Muitas pessoas encontram-se de novo na mesma situação desesperada da que haviam fugido e sem poder regressar às suas comunidades. Neste contexto, o Quénia arrisca-se a violar as normas internacionais que estabelecem que só se pode fazer regressar as pessoas refugiadas se a sua segurança e dignidade estiverem garantidas, sublinhou Mohamed. a aI lamenta ainda a falta de apoio da comunidade internacional e a considerável redução de fundos para as pessoas refugiadas no Quénia, e pede que seja prestada assistência técnica e económica ao governo queniano, para que se encontrem soluções duradouras para a integração dos refugiados.